Acompanhe nas Redes Sociais

Conhecimento

Cientistas demonstram o elo que faltava para termos uma internet quântica

Publicado

on

Um novo estudo da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (ambos nos EUA) resolveu o elo que faltava para termos uma internet quântica funcional e prática: uma forma de corrigir os sinais perdidos.

Pesquisadores tentam criar uma rede quântica há mais de vinte anos. Até hoje, a maior dificuldade tem sido enviar sinais quânticos por grandes distâncias sem perda.

O que os cientistas americanos realizaram foi encontrar uma maneira de corrigir essa perda de sinal com um protótipo de “nó quântico” que pode capturar, armazenar e emaranhar bits de informações quânticas.

“Esta demonstração é uma inovação conceitual que pode estender o maior alcance possível de redes quânticas e potencialmente possibilitar muitas novas aplicações de uma maneira que é impossível com qualquer tecnologia existente”, explicou Mikhail Lukin, um dos autores da pesquisa.

Mensagens clássicas versus mensagens quânticas

Do primeiro telégrafo até a internet de fibra ótica atual, toda tecnologia da comunicação precisou lidar com o fato de que os sinais se degradam e são perdidos quando transmitidos a longas distâncias. É por isso que os repetidores foram inventados, láááá na metade dos anos 1800.

Duzentos anos se passaram, e ainda usamos esta técnica na nossa infraestrutura de comunicação de longa distância para amplificar e corrigir erros.

Por exemplo, em uma rede clássica, se João quer enviar uma mensagem para Maria, essa mensagem viaja em uma linha mais ou menos reta, passando por repetidores, onde é lida, amplificada e corrigida. Esse processo é, infelizmente, vulnerável a ataques.

No caso de uma rede quântica, são utilizadas partículas de luz – fótons – entrelaçadas (ou emaranhadas) para se enviar uma mensagem. O emaranhamento quântico permite que bits de informação sejam correlacionados perfeitamente entre dois pontos distantes. Uma vez que eles não podem ser observados sem mudar sua natureza, mensagens entrelaçadas são totalmente seguras, ou seja, não podem ser hackeadas.

Acontece que a comunicação quântica, tanto quanto a clássica, também é afetada pela perda convencional de fótons. O que a torna ultra segura, no entanto, é o mesmo motivo pelo qual não podemos usar repetidores para consertar essa perda de informação.

Como amplificar e corrigir um sinal quântico, se não podemos lê-lo?

A solução é o que os pesquisadores chamam de “repetidor quântico”. Ao contrário do clássico, que repete um sinal através de uma rede existente, o quântico cria uma nova rede de partículas entrelaçadas para retransmitir a mensagem.

Aqui, entram dois grandes problemas: fótons são superdifíceis de capturar, e a informação quântica é muito frágil e complicada de armazenar.

Para contornar essas dificuldades, os cientistas do novo estudo têm trabalhado em um sistema que possa executar bem essas duas tarefas: centros de cor em diamantes.

Oi?! O que é isso?

Esses “centros” são pequenos “defeitos” na estrutura atômica de um diamante que podem absorver e irradiar luz, dando origem às cores brilhantes da joia preciosa.

Os pesquisadores integraram tal centro em um diamante nanofabricado, que confina os fótons, forçando-os a interagir com ele.

Em seguida, colocaram o dispositivo em um refrigerador de diluição, que atinge temperaturas próximas ao zero absoluto, e enviaram fótons individuais através de cabos de fibra ótica para o refrigerador, onde foram capturados e presos com eficiência pelo centro de cor.

“Nos últimos anos, nossos laboratórios têm trabalhado para entender e controlar os centros de cores, principalmente como usá-los como dispositivos de memória quântica para fótons individuais”, disse Mihir Bhaskar, outro autor do novo estudo.

Armazenamento

O dispositivo pode armazenar informações quânticas por milissegundos, o que é tempo suficiente para que sejam transportadas por milhares de quilômetros.

Eletrodos ao redor do diamante foram utilizados para fornecer sinais de controle para processar e preservar as informações armazenadas na memória.

“Este dispositivo combina os três elementos mais importantes de um repetidor quântico – memória longa, a capacidade de capturar informações de fótons com eficiência, e a capacidade de processá-las localmente. Cada um desses desafios havia sido resolvido separadamente, mas nenhum dispositivo [até hoje] tinha combinado os três”, afirmou outro membro da pesquisa, Bart Machielse.

Testando no mundo real

A internet quântica tem diversas aplicações interessantes: pode ser usada para enviar mensagens à prova de hacking, melhorar a precisão do GPS e permitir computação quântica baseada em nuvem.

A nova pesquisa representa a primeira demonstração em nível de sistema de grandes avanços em nanofabricação, fotônica e controle quântico que podem tornar essa tecnologia real, demonstrando a vantagem quântica na comunicação de informações.

“Atualmente, estamos trabalhando para estender essa pesquisa implantando nossas memórias quânticas em links de fibra ótica urbanos reais. Planejamos criar grandes redes de memórias quânticas emaranhadas e explorar as primeiras aplicações da internet quântica”, concluiu ainda outro pesquisador do estudo, Ralf Riedinger.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na prestigiada revista científica Nature. [Phys]

Conhecimento

Presidente do Banco Central: “Fomos rápidos com as medidas”

Publicado

on

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Banco Central brasileiro se adiantou e agiu mais rápido do que o resto do mundo para aliviar o impacto econômico causado pela crise do coronavírus, disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em uma transmissão ao vivo da corretora XP Investimentos na noite deste sábado (4).

Em sua apresenta apresentação, o presidente do BC destacou que as medidas tomadas até o momento tiveram como objetivo liberar capital e a liquidez aos bancos e focar em pontos necessários para que o mercado continue operando.

“Vejo críticas com a demora de apresentação, mas fomos os primeiros a fazer isso [apresentar medidas]” disse Campos Neto. “Estamos em estado de guerra e estamos aprendendo. Pediria paciência, o momento é de união e temos um inimigo em comum, é momento de esquecer diferenças e pensar no coletivo”, complementou.

Questionado sobre como fazer chegar as medidas do BC a pequenas e médias empresas, Campos Neto disse que é necessário dar maior liquidez para que o incentivo chegue aos setores afetados.

“Para não entrar nesse ciclo vicioso onde vira mal pagador, o crédito sobe e você não consegue sair dessa situação”, disse. “Nesse sentido, precisamos monitorar e ter uma fiscalização grande”.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na tarde de sábado, em conversa por videoconferência com representantes do setor de varejo, o ministro Paulo Guedes anunciou que o deverá liberar mais recursos para que os bancos irriguem o mercado de crédito. Dessa vez, porém, o dinheiro a ser liberado só poderá ser usado para estimular geração de empregos e para capital de giro de empresas.

Na conversa, o ministro também declarou que Campos Neto deverá anunciar a liberação de mais depósitos compulsórios –parcela dos recursos que os bancos são obrigados a deixar no BC.

Ao reduzir essa exigência, o governo dá margem para os bancos conseguirem ofertar mais crédito. Segundo o ministro, a liberação de compulsório durante a pandemia deverá subir de R$ 200 bilhões para R$ 300 bilhões.

Guedes, porém, reconhece que os bancos estão sendo cautelosos nos empréstimos e o mercado de crédito acaba ficando com recursos empossados.Compartilhar

Continue lendo

Conhecimento

Sem folga, Gabigol mantém rotina rígida de exercícios nas férias; saiba como funciona

Publicado

on

Sem folga, Gabigol mantém rotina rígida de exercícios nas férias; saiba como funciona

Atacante trabalha com Alex Evangelista, sob orientação do Flamengo. Ideia é preservar ao máximo a condição física, mas indefinição sobre retorno às atividades preocupa

Por Felipe Schmidt — Rio de Janeiro

05/04/2020 06h00  Atualizado há 5 horas


O Flamengo concedeu férias coletivas a seus jogadores até 20 de abril, mas seu principal artilheiro não parou. De quarentena em Santos, sua cidade natal, Gabigol segue uma rígida rotina de exercícios. Para tanto, realiza um trabalho específico com Alex Evangelista, ex-fisiologista da seleção brasileira, seguindo as orientações da comissão técnica rubro-negra.

+ De férias no Flamengo, Gabigol foge do tédio na quarentena e volta com visual dreadlock

Gabigol e Evangelista se conheceram ainda no Santos. Depois, estiveram juntos na seleção brasileira que conquistou o ouro olímpico no Rio de Janeiro em 2016. Há nove meses, o atacante contratou o fisiologista para fazer um trabalho de complementação física, sempre com o aval do Flamengo.

– Ele está há nove meses sem folga. Treina todos os dias. O Flamengo é a prioridade. Então, sempre me organizo segundo as recomendações deles. E também fazemos diariamente de três a seis horas de recuperação – explicou Evangelista.

Gabigol junto com Alex Evangelista antes da quarentena — Foto: Reprodução

Gabigol junto com Alex Evangelista antes da quarentena — Foto: Reprodução

No atual cenário, com férias e de quarentena, a programação mudou um pouco. Gabriel segue treinando todos os dias, por até três horas, em casa. O foco é manter a forma física do atacante, que tinha boa avaliação no Flamengo antes da parada dos jogos.

– Agora estamos fazendo um trabalho de manutenção. Manter a massa muscular, nível de força, sistema cardiovascular, trabalhos aeróbicos. Nossa tônica é manutenção. Ele tinha todas as avaliações redondas, que davam a ele uma tranquilidade para continuar jogando, que não iria machucar do ponto de vista muscular – contou Evangelista.

O atacante @gabigol segue sua rotina de treinos em casa durante a pandemia do Coronavírus. Camisa 9 do Flamengo tem mantido a forma enquanto espera o retorno dos jogos pelo clube carioca.

Embedded video

Veja um exemplo de dia de treino de Gabigol:

  • Stiff unipodal
  • Remada no TRX
  • Agachamento com remada
  • Quatro apoios (inversão de braços e pernas)
  • Agachamento com remada
  • Core
  • Avanço + Agachamento
  • Abdução/Adução/Superman
  • Ponte unilateral
  • 6×2 minutos de tiro na bicicleta

No momento, a grande preocupação é a indefinição quanto ao retorno das atividades. Isso prejudica um pouco o planejamento dos exercícios.

– A gente está pisando em ovos, porque todo planejamento precisa de um dia para começar e para terminar. Estamos fazendo um trabalho, mas não sabemos o quanto isso vai perdurar. Quando houver uma absoluta certeza de que ele vai iniciar os trabalhos no campo, aí começamos, associados às recomendações do Flamengo, a associar as técnicas e fazer um trabalho mais dinâmico para desenvolver intensidade e velocidade – completou o fisiologista.

O elenco profissional do Flamengo está de férias até 20 de abril. Entretanto, ainda não há uma definição quanto ao retorno do futebol no Brasil, devido à pandemia de coronavírus. O Campeonato Carioca e a Libertadores seguem suspensos.

Continue lendo

Conhecimento

Descoberta da NASA muda tudo o que sabíamos da formação dos planetas do Sistema Solar

Publicado

on

A NASA tem descoberto coisas incríveis no espaço, planetas que parecem algodão docedias infinitos em sistemas solares distantesplanetas que podem abrigar vida e muito mais! A novidade de hoje fica por conta de uma descoberta que pode mudar tudo!

Uma luz parece finalmente ter chegado ao processo de formação dos planetas do Sistema Solar. É o que indica um estudo apresentado à Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Seattle, nos EUA e publicado na revista Science. Alan Stern, da NASA, disse que a descoberta é de “magnitude estupenda”.

Cinturão de Kuiper, na borda mais externa do Sistema Solar

Até o momento se acreditava que planetas surgiram pela colisão violenta de materiais no espaço, entretanto, esse estudo aponta que essa união foi mais “gentil”. Para concluir isso, um objeto chamado Arrokoth que está há mais de 6 bilhões de quilômetros do Sol foi estudado. Essa região mais externa chamada Cinturão de Kuiper abriga corpos celestes como Plutão, por exemplo.

Esse cinturão é muito importante pois nele, os objetos não sofreram qualquer dano ou mudança desde a formação do nosso Sistema, são como fósseis de 6 bilhões de anos. Com uma imagem em alta resolução Arrokoth, feita pela sonda New Horizons, foi possível notar que não haviam rachaduras ou achatamentos, veja:

Foto em alta resolução de Arrokoth

Baseados numa teria criada há 15 anos pelo professor Anders Johansen, eles foram capazes de analisar as simulações desenvolvidas por ele em computador e comparar as duas terias existentes para determinar qual seria a mais correta sobre a formação do Sistema Solar.

A conclusão você já sabe: os planetas na realidade foram formados por matéria espacial que se juntou aos poucos, lentamente e não como se pensava, de forma violenta e repentina.

Continue lendo

Diversos

adm@7ports.com.br - comercial@7ports.com.br - ombudsman@7ports.com.br Copyright © 2020 - sevenports.com.br A vida começa da Última Milha