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Nova teoria para o declínio da Ilha da Páscoa

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Estudo sugere que povo Rapa Nui ainda estava ativo quando europeus chegaram no século XVIII.

A história da Ilha da Páscoa – lar das famosas estátuas monolíticas moai – é recheada de tragédias. Mas dependendo a quem você pergunta, as razões para o precoce desaparecimento de seu povo nem sempre são as mesmas.

Em uma das versões, a remota ilha do Oceano Pacífico – localizada a milhares de quilômetros da Costa Oeste da América do Sul – foi ocupada no século XIII por um pequeno grupo de polinésios. Ao longo do tempo, os migrantes teriam ocupado toda a superfície da ilha, antes rica em árvores e vegetação, com culturas agrícolas e erigido os misteriosos monolitos chamados de moai.

Esta transformação do meio-ambiente teria erodido o solo rico em nutrientes, selando o destino da ilha rumo à destruição. As árvores desapareceram e logo depois também as pessoas que as derrubaram. Na época em que os holandeses chegaram na Ilha da Páscoa em 1722, aquela precoce sociedade já teria desaparecido há tempos.

Em anos recentes, uma nova e alternativa narrativa histórica surgiu para explicar o destino humano da Ilha da Páscoa, que define os habitantes da ilha chamados de ‘Rapa Nui’, não como exploradores de ecossistemas, mas como fazendeiros sustentáveis que ainda estavam em pleno progresso quando os europeus fizeram o primeiro contato no século XVIII. Nesta vertente, outros fatores foram responsáveis pelo fim da população insular local.  

As últimas evidências que suportam a segunda alternativa dão conta de que análises feitas com radiocarbono nas plataformas subterrâneas que suportam as estátuas moai descobriram que a construção dos monólitos continuou bem além de 1722, ou seja, pós-datando o suposto declínio da população nativa.

Dados obtidos de 11 sítios arqueológicos da Ilha da Páscoa revelam que o povo Rapa Nui começou a construir as estátuas moai entre o início do século XIV e meados do século XV, continuando a erigi-las pelo menos até 1750. Esses dados se coadunam com documentos históricos dos holandeses e espanhóis, que registraram observações de rituais envolvendo os monumentos até o final do século 18. Somente a partir das observações do explorador inglês James Cook, que chegou na ilha em 1774, começaram a aparecer registros das estátuas em ruínas, revelando abandono e desaparecimentos populacional.

“A história das estátuas também sublinha a resiliência de seus construtores. À medida em que forças estrangeiras chegaram e partiram da Ilha da Páscoa, elas trouxeram doenças, destruição, morte e escravidão.” explica um dos pesquisadores do novo estudo, Carl Lipo, da universidade inglesa de Binghampton.

Ainda assim, mesmo diante de tantos revezes, o povo Rapa Nui conseguiu resistir por bastante tempo até por volta de 1877, quando apenas cerca de 100 pessoas restavam na ilha.

Mesmo assim, apesar da destruição invasiva e do quase que total desaparecimento, o povo Rapa Nui demonstrou formidável resiliência na forma de preservar sua herança cultural, através da língua, das artes e das práticas culturais.

Fonte: Smithsonian Magazine

Foto: Copyright © Traveling Otter via Flickr CC BY-SA 2.0

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Cid Gomes é atingido por tiro em protesto de policiais no Ceará

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Senador participava de protesto de agentes que reivindicam aumento salarial e foi atingido na cidade de Sobral.

Irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes, o senador Cid Gomes (PDT-CE) foi atingido por tiros de arma de fogo durante protesto em Sobral, no Ceará, na tarde desta quarta-feira (19/02).

Inicialmente, a assessoria de comunicação do político havia informado que o tiro era de bala de borracha. Depois, confirmou que o tiro, de fato, foi de arma de fogo. O senador foi atingido por um tiro no tórax e também ferido no supercílio, segundo a equipe do político.

O senador passa, neste momento, por estabilização no Hospital do Coração de Sobral e será transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Gomes participava de protesto de policiais que reivindicam aumento salarial. O senador pilotava uma retroescavadeira e tentava furar um bloqueio feito por PMs no centro de Sobral. Foram disparados tiros na direção de Cid Gomes, que atingiram os vidros do veículo onde ele estava.

Irmão do senador, Ciro Gomes se pronunciou sobre o ocorrido. “Meu irmão foi vítima de dois tiros de arma de fogo por parte de policiais militares amotinados e mascarados em Sobral, nossa cidade”, escreveu. “Até aqui as informações médicas são de que as balas não atingiram órgãos vitais apesar de terem mirado seu peito esquerdo.”

De acordo com o ex-presidenciável, novos exames estão sendo feitos, “mas a palavra aos familiares e amigos é de que Cid não corre risco de morte”. “Espero serenamente, embora cheio de revolta, que as autoridades responsáveis apresentem prontamente os marginais que tentaram este homicídio bárbaro às penas da lei”, disse.

Horas antes, Gomes postou em sua conta no Twitter que estava a caminho de Sobral. “Chego no aeroporto às 16h e peço aos amigos da cidade que me esperem no aeroporto. Vamos lutar para resolver isso juntos”, afirmou.

Fonte: r7

Do R7

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Coronavírus já impacta o turismo chinês nos EUA em US$ 10 bilhões

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O coronavírus deve custar à indústria do turismo dos Estados Unidos mais de US$ 10 bilhões (R$ 42 bilhões) nos próximos quatro anos, mais da metade disso calculados somente em 2020.

Apesar das linhas aéreas americanas estarem trabalhando para minimizar o impacto, hotéis, museus, restaurantes e o setor varejista e outros negócios que dependem dos dólares do turismo devem ser fortemente afetados pelo surto da doença.

Se o coronavírus continuar a se espalhar, especialmente em outros países, a situação pode ficar ainda pior.

Ao passo que a grande maioria dos casos do vírus tenha sido detectada na China e na Ásia, a indústria americana de viagens também está sendo indiretamente afetada.

Novo relatório da empresa de consultoria Tourism Economics revelou números preocupantes, dando conta de que pelo menos 1,6 milhões de visitantes somente da China deixarão de vir aos EUA em 2020 como resultado da epidemia. Somente esse grupo seria responsável por gastos de cerca de US$ 10,3 bilhões em território norte-americano, a metade este ano.

Viagens e despesas de chineses em solo americano são massivas, sendo a China o terceiro maior país de origem de visitantes aos Estados Unidos, atrás apenas do Reino Unido e do Japão, segundo números da entidade US Travel Association. Em 2018, os gastos chineses totais incrementaram a economia americana em US$ 34,6 bilhões (R$ 135 bilhões) com cada chinês deixando em média US$ 6,500 em gastos e compras no solo estadunidense, a maioria em férias e/ou visitando amigos e familiares.

Fonte: yahoonews

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O mistério do navio ‘fantasma’ que apareceu na costa da Irlanda após uma tempestade

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A misteriosa embarcação ficou à deriva em alto mar por mais de um ano.

Um navio “fantasma” apareceu na costa do Condado de Cork, na Irlanda, Reino Unido, levado pelo mau tempo que atingiu a Europa em decorrência da tempestade Dennis.

O barco, abandonado pela tripulação, foi encontrado em meio às rochas de uma vila de pescadores na localidade de Ballycotton por uma pessoa que passava pelo local.

O navio parece ter ficado à deriva por mais de um ano, percorrendo milhares de quilômetros no Oceano Atlântico desde que foi abandonado no sudeste das Bermudas em 2018.

“É uma chance em um milhão”, disse John Tattan, gerente de operações da Royal National Lifeboat Institution (RNLI), uma agência marítima de Ballycotton.

Em entrevista ao jornal Irish Examiner, ele afirmou que “nunca havia visto nada igual em termos de abandono”.

Mas qual é a história por trás deste misterioso navio sem tripulação?

Construído em 1976, o navio, de nome Alta, teve uma série de proprietários e nomes — e mais recentemente navegava com a bandeira da Tanzânia.

Autoridades de vários países sabiam que a embarcação estava à deriva no oceano. Ela tinha sido vista pela última vez em setembro de 2019 por um navio da Marinha Real Britânica (Royal Navy).

A saga que levou a embarcação para a Irlanda começou em setembro de 2018, quando navegava da Grécia para o Haiti, ainda com tripulação a bordo.

Navio aparece na costa da Irlanda — Foto: Juliane Souza/G1
Navio aparece na costa da Irlanda — Foto: Juliane Souza/G1

O navio-fantasma que apareceu na costa da Irlanda — Infográfico: Juliane Souza/G1

Mas problemas não identificados levaram a uma queda de energia na embarcação, e o Alta ficou à deriva em alto mar por 20 dias, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste das Bermudas, segundo a Guarda Costeira dos EUA, que estava ciente da situação.

Como restavam apenas dois dias de comida a bordo para a tripulação, as autoridade marítimas americanas lançaram comida e outros suprimentos de uma aeronave da U.S. Coast Guard.

Quando um furacão se aproximou, eles decidiram resgatar os 10 tripulantes do navio avariado e levá-los para Porto Rico.

Costa escarpada do condado de Cork, na Irlanda, onde o navio encalhou — Foto: Getty Images/BBC
Costa escarpada do condado de Cork, na Irlanda, onde o navio encalhou — Foto: Getty Images/BBC

Costa escarpada do condado de Cork, na Irlanda, onde o navio encalhou — Foto: Getty Images/BBC

“O M/V [Embarcação a Motor] Alta permanece à deriva no sudeste das Bermudas enquanto as tentativas de resgate por parte dos proprietários continuam”, declarou um porta-voz do Centro de Operações Marítimas das Bermudas na época.

O que aconteceu depois?

Parcialmente danificado e sem tripulação, o Alta acabou ficando à deriva.

Um ano depois, em setembro de 2019, o HMS Protector, embarcação de patrulha a serviço da Marinha Real Britânica, avistou o navio no meio do Oceano Atlântico.

“Os esforços para recuperá-la podem continuar, mas o futuro dela (da embarcação) está nas mãos de outras pessoas”, tuitou o HMS Protector, após ter verificado que não havia tripulação a bordo.

Quem é responsável pelos “navios fantasmas”?

Em geral, os navios danificados ou naufragados continuam sendo propriedade de seus donos, responsáveis ​​por providenciar uma solução, disse à BBC News Robert McCabe, diretor de operações costeiras da Commissioners of Irish Lights, organização marítima que presta serviços na costa da Irlanda.

No entanto, se um navio desse tipo for considerado perigoso à navegação, as autoridades locais podem se mobilizar para rebocá-lo.

A embarcação foi abandonada em outubro de 2018 pela tripulação, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste de Bermudas — Foto: Getty Images/BBC
A embarcação foi abandonada em outubro de 2018 pela tripulação, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste de Bermudas — Foto: Getty Images/BBC

A embarcação foi abandonada em outubro de 2018 pela tripulação, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste de Bermudas — Foto: Getty Images/BBC

“Houve vários incidentes assim no Mar da Irlanda — se não há proprietário, a Commissioners of Irish Lights se envolve”, diz McCabe.

“Ter um navio à deriva por 18 meses não é comum”, acrescentou. “O fato de ter sido avistado apenas uma vez desde outubro de 2018 demonstra a vastidão do oceano”.

Segundo ele, o mau tempo recente pode ter reduzido o número de navios no mar e em posição de ter avistado a embarcação.

O que pode acontecer a seguir?

Não há poluição visível vazando do navio, de acordo com cientistas ambientais que visitaram Ballycotton na segunda-feira.

O Conselho do condado de Cork, a Guarda Costeira da Irlanda e a Receiver of Wrecks, autoridade que gerencia a legislação sobre naufrágios e resgate, vão decidir o que vai acontecer com o navio.

Mas McCabe acredita que a recuperação do barco seria cara.

E ainda há alguns mistérios na história da embarcação que precisam ser resolvidos: Quem é o proprietário? E qual era a carga a bordo no momento em que foi abandonada?

As autoridades irlandesas ainda não decidiram o que fazer com o navio.

Fonte: g1


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