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O que é IoT e como está mudando as indústrias que conhecemos

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Armando Lucrecio, programador do Amazon Lab126, explica o que é a “Internet of Things” (ou Internet das Coisas) e qual o seu potencial de digitalizar indústrias

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

26 de março de 2020 às 19:43 – Atualizado há 2 horas

Ao contrário do que se imagina, IoT — Internet of Things ou Internet das Coisas —, não é apenas uma tecnologia. A Internet das Coisas é a união de várias tecnologias em rede com o propósito de resolver um problema. Geralmente, ela agrega valor ou velocidade a um determinado processo.

Os dispositivos conectados em rede interagem e trocam informações — seja pela Internet, Wi-Fi, smartphone, Bluetooth, Lora, VHF, UHF, HF ou outro canal. “Se for em locais menores, como fazendas, fábricas ou prédios, geralmente a conexão utilizada é Wi-Fi ou Lora. Já em espaços maiores, como centros urbanos, acredito que a tecnologia utilizada por excelência será o smartphone, que já está implementado e possui uma infraestrutura de rede”, explica Armando Lucrecio, especialista em IoT e programador técnico da Amazon Lab126, divisão da empresa que desenvolve dispositivos eletrônicos, localizada no Vale do Silício.

Hoje, a IoT é plenamente utilizada na automação de processos, automação residencial (o que é chamado com frequência de “smart home”), carros inteligentes, agricultura inteligente e redes. “A nossa imaginação é o limite — em breve a IoT será aplicada em áreas que não pensamos imediatamente, como a saúde e até no corpo humano”, sugere Lucrecio.

No Brasil, o especialista acredita que a IoT pode ser o necessário para nos tornar até duas vezes mais produtivos, auxiliando a diminuir o desperdício e utilizando melhor os campos que possuímos. Ele ministrou, junto à Felipe Lamounier, sócio da StartSe, uma aula ao vivo 100% gratuita para explicar o tema. Acompanhe as 100 aulas do #MovimentoReStartSe inscrevendo-se aqui.

Construindo uma rede segura

Ao conectar diversos dispositivos que lidam com dados sensíveis em apenas uma só rede, é necessário pensar na segurança de ponta a ponta. “O software tem que estar protegido com encriptação no device e em todas as comunicações até chegar na nuvem. Caso haja apenas uma falha no sistema, alguém pode hackear e entrar”, avisa Lucrecio.

Por isso, os dados devem ser uma das maiores preocupações ao adentrar no vasto mundo de IoT. “A forma como é desenhado o sistema e como os dados são coletados e analisados é muito importante. Atualmente, muitas empresas quebram por falta de informação — a digitalização auxilia para que os gerentes e vice-presidentes consigam tomar decisões mais rápidas e antecipar problemas que podem acontecer no futuro, antecipando riscos e pensando à frente da concorrência”, diz o programador da Amazon.

O futuro dos trabalhos com IoT

A Internet of Things está apenas no início. No futuro, a expectativa é que seja utilizada em combinação com outras tecnologias — como a inteligência artificial — para minimizar o trabalho manual e maximizar o intelectual.

“Toda a rede funciona muito bem, mas alguém terá que manter os sistemas. Em um supermercado, ao invés de scannear um produto, o funcionário irá manter o sistema funcionando”, diz Armando. “A tecnologia irá impactar em qualquer setor, quer queiramos ou não, e já não estamos na era de dizer que somos apenas isso ou aquilo — temos que estar abertos para o conhecimento, se não fizermos isso, nossos competidores vão fazer”.

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CEO cargo cada vez mais ocupados por Mulheres

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8 CEOs mulheres que estão transformando as empresasMenos de 20% das empresas hoje tem liderança feminina no Brasil. Separamos o que essas executivas fizeram para chegar lá. Se inspire!

Algumas pesquisas recentes mostram como a representação feminina nos cargos mais altos da hierarquia corporativa ainda é inexpressiva, como no caso de CEOs mulheres.

Por mais que falemos sobre transformações tecnológicas e sociais em muitos dos artigos aqui publicados, a questão da igualdade de gênero parece ainda ser um assunto muito pertinente a se discutir.

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O ano de 2018, especialmente, foi marcado por grandes debates em torno do tema, com um apoio crescente a diversos movimentos e iniciativas voltadas à paridade de gêneros.

O levantamento Panorama Mulher 2018, feito pela Talenses em parceria com o Insper, mostra que as mulheres ocupam cargo de CEO em apenas 18% das empresas do Brasil.

A média global é ainda pior. Segundo estudo feito pela Ipsos Mori, apenas 3% dos cargos de CEO são ocupados por mulheres no planeta.

A melhora desses índices depende das empresas se posicionarem e buscarem entender os fatores que atuam na formação desse cenário desigual.

Também são necessárias mudanças em relação à sociedade e a políticas que fazem distinção entre homens e mulheres.

A seguir, listamos mulheres que ocupam esses cargos de CEO no Brasil e no mundo, além de dicas de como elas chegaram à esse cargo.

  1. Rachel Maia, CEO da Lacoste
Rachel Maia

Ex-CEO da Pandora, Rachel Maia assumiu a principal posição da Lacoste recentemente, em novembro.

Formada em Ciências Contábeis e pós-graduada em Finanças pela USP, Rachel iniciou sua carreira na Seven Eleven como controller, onde passou sete anos.

Sua trajetória profissional também inclui a Novartis Pharmacy e a Tiffany & Co, onde foi responsável pela entrada no Brasil e assumiu as posições de CFO e CEO.

Além de ser uma das poucas CEOs mulheres do Brasil, Rachel ainda é negra, se tornando exemplo para milhares de brasileiras.

Hoje ela responde por uma marca que possui uma rede de distribuição de 54 butiques, 11 outlets, 6 lojas Duty Free e cerca de 850 multimarcas.

  1. Marillyn Adams Hewson, CEO da Lockheed Martin
Marillyn Adams Hewson

A Lockheed Martin é uma empresa fabricante de produtos aeroespaciais criada em 1995 e sediada em Maryland, nos Estados Unidos.

Marillyn Hewson começou sua carreira na empresa em 1983 como engenheira industrial sênior, tornando-se CEO da Lockheed Martin desde 2013.

Em 2015, Hewson foi nomeada uma das CEOs mulheres mais poderosa do mundo pela Forbes. Título que ganhou novamente este ano pela revista Fortune.

Órfã de pai aos 9 anos, a mãe, de Mary, precisou cuidar sozinha de cinco crianças. Hewson chegou a afirmar que a resiliência de sua mãe lhe ensinou tudo o que ela precisava saber sobre liderança.

  1. Cristina Palmaka, CEO da SAP Brasil
Cristina Palmaka

Atuando no setor de TI há mais de 30 anos – com passagens em cargos executivos de empresas de tecnologia como HP e Philips – Cristina é pós-graduada na Universidade do Texas e com MBA pela FGV, entre outras especializações.

Reconhecida por sua capacidade de liderar equipes e atingir resultados, entrou para o cargo de CEO em 2013 e possui uma postura pró-diversidade e igualdade de gênero.

Ela também atua na área social, como membro do conselho da Junior Achievement, ONG mundial com foco na educação de jovens.

  1. Ginni Rometty, CEO da IBM

Com 61 anos, Virginia Marie “Ginni” Rometty ocupa o posto de CEO da IBM e a primeira mulher a ser líder da companhia.

Antes de se tornar presidente e CEO, em janeiro de 2012, esteve nas posições de Vice-Presidente Sênior e Executiva de Vendas, Marketing e Estratégia na IBM.

  1. Monica Herrero, CEO da Stefanini Brasil
Monica Herrero

Monica foi a responsável, em 1996, por abrir a primeira subsidiária internacional da marca, na Argentina, e, de lá, expandir para Chile e Peru.

Ficou mais de 10 anos fora do país e, ao voltar, assumiu a vice-presidência. Cinco anos depois, foi alçada ao cargo mais alto da consultoria e prestadora de serviços de informática.

A empresa está investindo em uma série de ofertas como inteligência artificial, geolocalização, campanhas de fidelização e gamificação.

  1. Mary Barra, CEO da General Motors
Mary Barra

Maria Teresa Barra é a Diretora Executiva e Presidente da General Motors Company desde 15 de janeiro de 2014. Ela é a primeira a ocupar o principal cargo de uma grande montadora global.

A executiva se formou em engenharia elétrica pelo Instituto General Motors, estagiou na GM com 18 anos de idade e ganhou uma bolsa da montadora para fazer MBA em Stanford.

É um dos grandes exemplos de CEOs mulheres em uma indústria conhecida pela força masculina.

  1. Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil
Paula Bellizia

Paula Bellizia é presidente da Microsoft Brasil desde 2015. Formada em Computação e Ciência da Computação na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), ela fez pós-graduação em Marketing na ESPM e MBA na USP.

Trabalhou como gerente de produtos na Telefônica, antes de ir para a Microsoft, entre 2002 e 2012.

A partir daí, Paula dedicou-se a outras empresas de tecnologia: ocupou posições de destaque na Apple Brasil, no Facebook na América Latina e, por fim, voltou à Microsoft, dessa vez como CEO.

  1. Chieko Aoki, CEO da Blue Tree Hotels
Chieko Aoki

Aos 69 anos, a nipo-brasileira passou por altos cargos em algumas das maiores redes hoteleiras do mundo antes de fundar, em 1997, a Blue Tree Hotels.

Aoki é formada em direito pela USP, administração pela Universidade de Sofia, no Japão, e administração hoteleira pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

A executiva fez a maior parte de sua carreira fora do país, atuando no ramo de hotelaria nos EUA e em países da Europa e Ásia.

Ela acompanha tudo de perto. Na cultura japonesa, servir é um ato de nobreza da alma, e Chieko trouxe esse valor ao Brasil.

Estudo mostra como elas fizeram para chegar lá

Para descobrir quais são as qualidades que levam este 3% de mulheres à elite da liderança corporativa, o Korn Ferry Institute estudou 57 mulheres que foram/são CEOs na lista das maiores empresas.

Confira algumas conclusões da pesquisa que ajudam a compreender o perfil e as características das mulheres que chegaram ao topo da hierarquia corporativa.

Poucas se preparam para ser CEO

Tornar-se CEO não era o objetivo da maioria. Ao contrário: elas estavam mais concentradas em atingir metas e fechar novos negócios do que em avançar na carreira.

As CEOs mulheres possuem experiência específicas

Muitas delas iniciaram a carreira com algum conhecimento técnico em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), o que contribuiu para que construíssem credibilidade e assim se tornassem líderes.

Vontade de causar impactos positivos

A possibilidade de gerarem impactos positivos para a empresa e seus funcionários é o que atraiu essas mulheres para o cargo de CEO.

Resiliência leva ao sucesso

O estudo também buscou avaliar quais competências específicas as entrevistadas procuraram desenvolver nos momentos cruciais durante sua ascensão ao cargo de CEO.

As características mais citadas foram: resiliência, visão estratégica, autoconsciência, coragem e assumir riscos.

Qual sua opinião sobre a escassez de CEOs mulheres no mercado de trabalho atualmente?

Para você, falta diversidade de gênero nas empresas?

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Autor

Jessica Moraes

Jessica é formada em Jornalismo e Pós Graduada em Marketing Digital, escreve sobre Negócios, Tecnologia, Inbound Marketing, Moda e Empreendedorismo.

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Competência feminina impacta agronegócio e desenvolvimento científico em SP

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Dentro da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, elas ocupam 53% dos cargos de pesquisador científicoSáb, 07/03/2020 – 11h17 | Do Portal do Governo

Pesquisadoras do Instituto Agronômico (IAC) Mariângela Cristofani-Yaly e Marinês Bastianel

Mulher, ciência e agronegócio formam uma equação que resulta em mais produtividade, lucratividade e sustentabilidade em São Paulo. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo (8), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), apresenta algumas conquistas lideradas pelas servidoras da APTA e o papel fundamental das cidadãs para o desenvolvimento econômico de São Paulo e do País.

Atualmente, a APTA conta com 1.423 servidores – 48% são compostos por mulheres. Entre os cientistas, as pesquisadoras ocupam 53% dos cargos.

Exemplo claro dessa liderança está nas cientistas do Instituto Agronômico (IAC), Mariângela Cristofani-Yaly e Marinês Bastianel, responsáveis pelo desenvolvimento da primeira tangerina 100% obtida no Brasil, a “IAC 2019Maria”, que também é o primeiro material de citros do Instituto protegido no Sistema Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Os trabalhos de melhoramento genético convencional da cultivar começaram em 1997 e incluíram diversos pesquisadores. Mariângela e Marinês, porém, foram as responsáveis pela seleção da “IAC 2019Maria”, que deve estar no mercado em cerca de dois anos.

“A grande vantagem da ‘IAC 2019Maria’ é a resistência à mancha marrom de alternaria, uma doença de difícil controle e que já acarretou a diminuição do plantio de tangerina em São Paulo. Além disso, esse material tem característica de fruto excepcional e o consumidor o aprova”, explica Marinês Bastianel, agrônoma formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), que possui mestrado pela mesma instituição e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Sustentabilidade

O manejo da mancha marrom de alternaria requer várias aplicações de fungicidas, em áreas com a presença do fungo. A resistência da “IAC 2019Maria” resulta em diminuição dos custos de produção e mais sustentabilidade para a atividade. “Esta doença afeta as principais variedades de tangerina comercializadas no Brasil: Ponkan e Murcott. Há registros de produtores que fazem, por ano, até 25 aplicações de fungicidas”, afirma Mariângela Cristofani-Yaly, engenheira agrônoma formada pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (USP), com mestrado e doutorado pela mesma instituição.

A pesquisadora do Polo Regional de Piracicaba da APTA Edna Bertoncini também vê os frutos do trabalho sendo colhidos em diversas áreas do Estado. Ela é a líder do projeto Oliva SP, da APTA, que visa a fomentar a produção de oliveiras em São Paulo e incentivar o consumo de azeites de oliva extravirgem de alta qualidade.

Iniciado em 2009, o projeto conta com 24 pesquisadores de sete instituições científicas. Atualmente, São Paulo possui 73 produtores de oliveira, muitos deles orientados diretamente pelo Oliva SP. Os conhecimentos e tecnologias geradas na olivicultura paulista pelos pesquisadores do grupo têm sido utilizados em outros estados produtores de oliveiras brasileiros.

A área cultivada com oliveiras em São Paulo está em torno de 600 hectares, em 28 municípios. O Estado tem oito plantas extratoras de azeite, com capacidade para extração de 3.670 quilos por hora.

Desafio

Formada em engenharia agronômica na Esalq, com mestrado e doutorado pela mesma instituição na área de solos e nutrição plantas e doutorado sanduiche no Dipartimento di Biologia e Chimica Agro-florestale ed Ambientale, da Universidade de Bari, na Itália, e pós-doutorado pela Unicamp, Edna Bertoncini conta que a motivação é a paixão pelo trabalho e o desafio de atender diariamente as cadeias produtivas com as quais trabalha, que são a olivicultura e o uso sustentável de resíduos agroindustriais e urbanos em solos agrícolas.

“Todos os dias, eu acordo e tenho cinco, seis solicitações de produtores no celular para responder. Isso me motiva a buscar explicações e soluções por meio da pesquisa para atender essas demandas e a pesquisar mais, aprender mais. A necessidade de manter o grupo de pesquisa e os alunos que trabalham nos projetos sempre atualizados e atuantes também são impulsos para manter acesa a atração por conhecimentos mais aprofundados e soluções adequadas”, pontua.

Outro exemplo de pesquisa são os trabalhos com truta desenvolvidos pelo Instituto de Pesca (IP). Liderado pelo pesquisador Marcos Guilherme Rigolino, o grupo tem participação de Yara Aiko Tabata, que desenvolveu diversas tecnologias para a truticultura brasileira, como a que possibilita a produção de lotes de truta apenas com fêmeas, viabilizando o aumento da produtividade em até 20%. Já a triploidização, tecnologia que associada ao processo de salmonização, melhora a qualidade e agrega valor ao produto.

Anualmente, cerca de dois milhões de ovos embrionados de truta são produzidos pelo IP e disponibilizados a todas as regiões produtoras do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. O Instituto atende 10% da demanda nacional por ovos embrionados.

“Não temos a intenção de atender plenamente a demanda nacional. Queremos fomentar e estimular os truticultores a produzirem os ovos necessários às suas atividades. Nosso papel é gerar ferramentas tecnológicas, sobretudo, aquelas capazes de contribuir para a superação de gargalos do setor e, assim, amparar os produtores na tarefa de encontrar alternativas para gerar renda”, salienta a médica-veterinária pela  Universidade Estadual Paulista, do campus de Jaboticabal, que possui especialização pela Japan International Cooperation Agency, em Kanagawa Center, no Japão, e pela Food Agricultural Organization, em Cohiaique, no Chile. Ela tem mestrado em Reprodução Animal pela USP e doutorado em Ciências Biológicas pela Unesp de Botucatu.

Proteína animal

O protagonismo brasileiro na produção de proteína animal também possui presença feminina. Flávia Fernanda Simili, pesquisadora do Instituto de Zootecnia (IZ), é uma das diversas mulheres que atuam na entidade e contribuem no desenvolvimento de novas tecnologias, além da difusão para o produtor rural. Formada em zootecnia pela Unesp, com mestrado e doutorado na mesma instituição, Flávia desenvolve há cinco anos projetos de pesquisa na área de Sistemas Integrados de produção Agropecuária, com foco em integração entre Lavoura e Pecuária, sistema que garante sustentabilidade da propriedade, aumento de renda e melhor bem-estar animal.

“Esta é uma área muito nova. Percebemos que o produtor está interessado, mas que tem um grande desafio pela frente, já que esses sistemas são complexos e o empreendedor precisa de conhecimentos ligados à agricultura e pecuária”, diz.

Levar esse conhecimento para o campo é uma das tarefas de Flávia, que participa de diversas palestras e dias de campo, lidando diretamente com os produtores rurais. “O produtor está cada vez mais acostumado a ver mulheres atuando no agronegócio. Gosto de observar os quadros com fotos dos gestores das fazendas e das próprias instituições. Muitos homens lideravam esses ambientes, mas a mulher vem ocupando cada vez mais esses espaços”, avalia.

Espaço

As mulheres têm cada vez mais conquistado espaço no setor dos agronegócios e na ciência. Se antes eram minoria em cursos como engenharia agronômica e medicina veterinária, por exemplo, hoje conquistam cada vez mais lugar nos bancos universitários e no mercado de trabalho. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Esalq/USP) mostram que, de 2004 a 2015, o total de mulheres trabalhando no agro aumentou 8,3% e a participação da mulher no mercado de trabalho do agronegócio cresceu consistentemente no período, passando de 24,1% para 28%.

Na ciência, indicadores do Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), mostram que 28% dos pesquisadores no mundo são mulheres, que continuam sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No campo científico, segundo a organização, elas também têm menor representação nas decisões políticas tomadas no mais alto nível da pesquisa.

Gestão

No caso da APTA, as mulheres têm ocupado cargos de liderança dentro dos seis institutos de pesquisa da agência, formada pelo IAC, Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), IP, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto de Zootecnia (IZ), além da APTA Regional.

Três deles são liderados por mulheres, que também estão na assessoria técnica e na direção de diversos centros e polos de pesquisa. No ITAL, por exemplo, todos os seis centros técnicos são dirigidos por mulheres.

Eloísa Garcia, pesquisadora do ITAL há mais de 35 anos, encara com grande satisfação o desafio de ser a primeira mulher a estar no posto de diretora-geral do instituto, cargo que ocupa desde 2019. “A presença feminina é muito forte na pesquisa porque há mentes mais abertas, pessoas com visão mais inovadora: as mulheres têm mais facilidade de se desenvolver e subir na carreira”, salienta.

A bióloga e pesquisadora do IB Ana Eugênia de Carvalho Campos vê como positiva e importante a participação cada vez maior das mulheres em profissões estratégicas, como a pesquisa científica e na ocupação de cargos de liderança. Com experiência na assessoria técnica da direção do IB por doze anos, na diretoria do Núcleo de Inovação Tecnológica do instituto desde 2016 e na direção do IB desde 2019, Ana Eugênia consegue perceber na prática como as mulheres podem contribuir para o avanço do conhecimento e também na gestão das instituições científicas.

“Dizem que as mulheres possuem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Que estamos sempre atentas, que somos curiosas e que conseguimos tomar decisões com rapidez. Todas essas características são importantíssimas para um gestor e para um cientista”, diz.

A visão é compartilhada por Priscilla Rocha Silva Fagundes, diretora do Instituto de Economia Agrícola (IEA). “Sou formada em Engenharia Agronômica e venho de uma turma que tinha poucas mulheres. O campo sempre foi visto como um ambiente masculino, apesar de a mulher sempre ter uma participação importante dentro das propriedades rurais. Estamos, porém, ocupando cada vez mais lugar no setor dos agronegócios e na pesquisa científica. Temos contribuído muito para aproximar o rural do urbano e mostrar a força do setor dos agronegócios”, destaca.

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O Magazine Luiza lançou nesta terça-feira (31) a plataforma digital Parceiro Magalu, programa voltado para que micro e pequenas empresas e trabalhadores autônomos possam vender pela internet, sem sair de casa.

O plano da empresa era lançar a plataforma em cinco meses, mas o lançamento aconteceu em cinco dias, segundo o CEO do Magazine Luiza Frederico Trajano — o motivo foi a pandemia da COVID-19. “Digitalizar o varejo e os brasileiros faz parte da nossa estratégia de negócio e do nosso propósito como empresa — e ele nunca se mostrou tão necessário quanto nesses tempos que estamos vivendo”, completou o executivo.

Um dos objetivos do Parceiro Magalu é alcançar os milhões de varejistas que não vendem seus produtos na internet. A empresa estima que o número seja superior a quatro milhões de empresas.

“Nossa plataforma permitirá que esses milhões de brasileiros possam continuar a trabalhar, sem sair de casa e sem correr riscos.

O programa é dividido em duas plataformas digitais. Uma para pessoas físicas e outra para pessoas jurídicas, especificamente para Microempreendedores Individuais (MEI) e empresas que se enquadram no Simples, com faturamento anual de até 5 milhões de reais.

Pessoas físicas

A modalidade para pessoas físicas do Parceiro Magalu funciona como um programa de afiliados, permitindo a criação de uma loja virtual individual com os produtos oferecidos no Magazine Luiza. A divulgação da loja e seus itens fica a cargo do parceiro — por exemplo, para seus contatos no WhatsApp ou redes sociais.

Cada venda gerada paga uma comissão que varia entre 1% e 12%, e o valor acumulado é pago em até 34 dias ao juntar R$ 50. Segundo a empresa, há um plano para que os parceiros possam usar a plataforma para fazer vendas de porta em porta, após o final da pandemia.

MEIs e pequenas empresas

Para as pessoas jurídicas, o Parceiro Magalu permite listar seus produtos na loja virtual e app do Magazine Luiza por meio de um aplicativo específico. A vantagem apresentada pela empresa é que os empresários e vendedores terão acesso aos mais de 20 milhões de clientes da loja virtual, com a possibilidade de, no futuro, oferecerem seus produtos nas lojas físicas do Magazine Luiza.

O sistema da plataforma cuida da geração da nota fiscal de venda. Para cada venda realizada, a taxa de comissão cobrada pelo programa será de 3,99% até 31 de julho deste ano. O Magazine Luiza informou que a entrega da mercadoria não terá custo para o lojista e será feita pelos Correios.

Saiba mais

Mais informações sobre o programa podem ser consultadas no site do Parceiro Magalu, no qual é possível fazer o cadastro para pessoa física ou jurídica.

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