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Ouro Preto se tornará o novo Vale do Silício brasileiro?

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OURO PRETO, 8 de janeiro de 2020 /PRNewswire/ — Em 2017, 13,9 mil novas empresas de tecnologia foram abertas, representando um crescimento de 17% no setor. Tendo em vista que a transformação digital tem estado cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros, a tendência é que esse número aumente. A expectativa é que esse crescimento se dê no Sudeste, tendo em conta que, em 2018, 69,3% das empresas no segmento funcionavam na região. As informações são da Neoway, empresa especialista em big data.

A cidade mineira Ouro Preto tem sido palco para o crescimento tecnológico na região. Desde dezembro do ano passado, o município tem tomado ações de incentivo à inovação e tecnologia. Dentre elas, a instauração de um GT (Grupo de Trabalho) para o desenvolvimento do Programa do Parque Tecnológico de Ouro Preto, oficializado pelo decreto nº 5.385 de 29 de maio de 2019.

O objetivo do poder executivo é fomentar o empreendedorismo e a criação de empregos na cidade através da tecnologia. Segundo Felipe Guerra, secretário de Turismo, Indústria e Comércio da Prefeitura de Ouro Preto, o município “tem todos os atributos para ser um grande indutor de tecnologia da região, pois temos a Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) e IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais), bem como as empresas mineradoras que nos cercam”.

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A Samarco é uma das empresas que estão auxiliando no desenvolvimento do Inconf.Tech — nome atribuído ao futuro Parque Tecnológico da cidade. Para o co-fundador da Usemobile, empresa de desenvolvimento de aplicativos, Conrado Carneiro, ” é fundamental que todas as empresas de tecnologia de Ouro Preto tenham algum tipo de participação”. A Prefeitura de Ouro Preto tem buscado apoio em outras organizações, seja para incentivos fiscais e a criação de um networking.      

Qual a importância do Parque Tecnológico para a cidade?

O turismo e a mineração são uma das principais atividades ouro pretanas. Entretanto, uma vez que os recursos explorados não são renováveis, a atividade exploratória é insustentável. Portanto, é imprescindível estabelecer novas atividades na cidade e na região.

O CCO da I Love Pixel e co-fundador do Valin (comunidade de startups e empresas de base tecnológica da região de Mariana e Ouro Preto), Kelson Douglas, vê a tecnologia como uma nova oportunidade para a cidade, pois ele acredita que haverá “menos problemas se buscarmos outros modelos de negócio agora do que se deixarmos para procurá-los mais para perto do colapso das mineradores”.

Em consonância, o professor de Inovação e Empreendedorismo na Escola de Minas da Ufop, André Luís da Silva, vê potencial na cidade porque “tem mão de obra qualificada, força política da prefeitura e espaço físico para tal”. Além de abrigar a Ufop, Ouro Preto também possui um Instituto Federal, consistindo em dois centros de qualificação.

Com um parque tecnológico estabelecido na região, a mão de obra qualificada terá oportunidade para permanecer na cidade, fomentando a economia e o desenvolvimento do município.

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O Vale do Silício ouro pretano

O Vale do Silício consiste num aglomerado de empresas que visam a inovação (o “silício” é uma referência a um dos materiais usados na confecção de componentes de hardware). A região dos Estados Unidos abriga um novo — não tão novo assim — modelo de empreendimento: as startups. Elas consistem em pequenas empresas que buscam solucionar problemas de forma inovadora, majoritariamente a partir de softwares e correlatos.

Nessa perspectiva, projeções para Ouro Preto não fogem do cenário do Vale do Silício original. Afinal, também existem oportunidades de desenvolvimento tecnológico na cidade turística. Quatro startups já demonstraram interesse em contribuir com o futuro Inconf.Tech. Essas iniciativas têm o propósito de reciclar os rejeitos produzidos pelas mineradoras da região.

Além da chegada dessas novas organizações tecnológicas no município, existem outras empresas ouro pretanas já estabelecidas e com atividades ligadas à tecnologia e TI, fugindo da mineração como atividade primária:

Gerencianet –

Já com 12 anos de mercado, a Gerencianet é uma Instituição de Pagamento (IP) regulamentada pelo Banco Central. A empresa oferece muitas opções aos usuários: facilita a emissão de boletos, soluções de pagamentos online, assinaturas e carnês. Os boletos emitidos são aceitos em bancos, internet banking, correios, lotéricas e outras agências, mesmo já vencido.

A empresa promete menos burocracia para abrir contas, economia e facilidade na gestão dos negócios. O acesso à conta Gerencianet pode ser através de celulares Android e iOS, bem como a realização de operações.

A empresa oferece também um cartão de crédito pré-pago como mais uma solução financeira para o consumidor e empresas. Não há a necessidade de conta bancária e não há mensalidades e anuidade, dentre outros benefícios.

Stilingue

Em atividade desde 2014, a Stilingue tem a Inteligência Artificial como o foco da sua atuação. Dentro do segmento SaaS (software como serviços), a empresa oferece serviços no marketing, atendimento ao cliente, agências, CRM (software de gestão de relacionamento com o cliente), vendas, e-commerce, comunicação corporativa, TI, Retail, Rel Governamentais e Compliance.

Neste ano, a empresa já recebeu um investimento de R$18 milhões da DGF Investimentos — mesmo investidor da Resultados Digitais e Mastersaf. O crescimento da marca resultou na consolidação de uma filial em São Paulo. Entretanto, não há interesse de transferir a sede para a capital paulista, mantendo Ouro Preto como a cidade matriz.

Usemobile

Usemobile foi fundada em 2015 por ex-alunos de Ciência da Computação da Ufop. Os fundadores, Conrado Carneiro e Patrick Brunoro, enxergaram o potencial dos aplicativos e sistemas web como ferramentas de transformação do cotidiano.

A empresa, hoje, já possui mais de 80 projetos executados e em desenvolvimento. Dentre eles, o Sem Patrão (marketplace de prestação de serviços), o Kumon Audiobook e aplicativos de mobilidade urbana, tal como o MobDrive, Mova, Piloto 31, Zumpy e outros.

Os softwares desenvolvidos pela Usemobile são para sistemas iOS, Android, Smartwatch e Web. A expertise da empresa abraça projetos que estão ainda na fase de idealização ou já em desenvolvimento. A manutenção de aplicativos também faz parte dos serviços prestados pela Usemobile.

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Planejando o novo ano: oito tendências no E-Commerce para 2020

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O E-Commerce pode gerar grandes resultados positivos para um negócio. Nesse sentido, veja as tendências previstas para o setor durante este ano.

Com o avanço da Internet muitas barreiras foram rompidas e atualmente a presença online é essencial para que um negócio tenha um bom desenvolvimento e consiga potencializar sua marca, relacionamentos e vendas. É nesse cenário que o E-Commerce entra em ação.

Conhecido como um comércio eletrônico,  o método hoje está presente em praticamente toda a cadeia comercial. Até mesmo o mercado alimentício, que era um dos mais questionados no passado, entrou para a plataforma de vendas online e é visto como uma grande promessa de faturamento.

“O E-Commerce gera praticidade. Em um clique você resolve sua vida. Você não precisa se locomover e tem a possibilidade de visitar 20 lojas diferentes em pouco tempo na sua casa ou onde você quiser”, afirma Thiago Sarraf, CEO do Dr. e-commerce.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Statista, as vendas de comércio eletrônico representaram 14% de todas as vendas no varejo em todo o mundo em 2019, enquanto em 2018, os números simbolizavam apenas 5%.

Com o assunto em alta, há grandes expectativas sobre sua evolução. Em painel ministrado por Thiago Sarraf,  durante a feira ABCasa Fair – maior feira de artigos para casa e decoração da América Latina – o especialista em e-commerce e Internet apontou as tendências que estão previstas para o campo durante o ano. Confira as principais:

1. Realidade Aumentada

Crédito: Unsplash

A disputa entre o físico e o online esteve em pauta por muito tempo, mas hoje é evidente que ambos são complementares. Portanto, é importante que as lojas físicas estejam conectadas e valorizem sua marca no espaço digital. A realidade aumentada faz parte disso. A estratégia, além de passar uma imagem inovadora para as empresas, permite uma experiência contextualizada para os clientes.

2. Busca por Voz

As ferramentas por voz estão cada mais presentes no cotidiano das pessoas. Com o objetivo de facilitar trabalhos e gerar uma acessibilidade muito maior, os assistentes de voz, como AlexaGoogle e Siri, estão em alta no mercado e tendem a crescer ainda mais no e-commerce. Afinal, por que perder tempo digitando quando podemos conseguir soluções imediatas apenas por meio da fala?

3. Automatização de Processos

A automatização consiste basicamente em usar a tecnologia e a integração de sistemas e dados para aprimorar o controle e o andamento do fluxo de trabalho. Através de um monitoramento em tempo real ela pode ser utilizada na substituição de atividades manuais. Como exemplo, estão os chatbots, uma das alternativas que estão sendo utilizadas dentro das empresas por auxiliar em um atendimento mais rápido e eficiente.

4. O vídeo ainda é essencial

Mesmo não sendo um recurso inovador, o vídeo ainda gera um grande engajamento nos canais eletrônicos e é por isso que sua utilização não é descartável. Quem aplica a estratégia muito bem é a Aliexpress, que disponibiliza na maioria dos produtos de seu site um vídeo de demonstração, que faz toda a diferença para o consumidor que está pesquisando. A imagem tem um poder muito forte, por isso vale a pena investir nesta opção nos canais de compra online, tanto em plataformas internas de vídeo como em um canal no YouTube.

5. Customização de Produtos

A customização de produtos já é utilizada em lojas físicas há algum tempo e agora está migrando para o ambiente digital. Por ser personalizada, ela conversa com o consumidor e incentiva a interação do mesmo. Canais que estão apostando nesta ideia terão um ano com bons feedbacks dos clientes.

6. Mais Opções de Pagamento

Novos meios de pagamento prometem aquecer o mercado este ano e mudar a maneira com que o consumidor se relaciona. Dinheiro físico e cartões de crédito e débito já não são utilizados como antigamente e novas opções que oferecem comodidade, agilidade e segurança estão ganhando espaço. Entre eles estão: pagamentos através de QR code, aproximação e cartões digitais gerados com um simples clique.

7. Marketing de Influência

Atualmente, a maioria dos consumidores encontram-se nas redes sociais. Diante disso, o número de empresas que investem em marketing de influência tem aumentado a cada ano. Isso acontece porque os influenciadores possuem uma audiência engajada, com públicos segmentados que as marcas buscam atingir. A  estratégia está sendo cada vez mais explorada no E-Commerce, já que com ela as empresas conseguem captar a atenção desses potenciais clientes e colocar seu produto ou serviço.

8. Comprar e retirar Mercadorias em Lockers

Os lockers (pequenos armários), conhecidos como pontos de retiradas, que lembram muito as caixinhas de correios,  são uma das grandes apostas do momento. A opção permite que o cliente tenha a experiência de comprar sua casa e retirar o pedido na loja física sem a necessidade de enfrentar fila e perda de tempo. Conhecida como uma integração omnichannel, outra aposta do momento, a utilização de lockers também está sendo muito presente em empresas comerciais. Desta forma, os funcionários conseguem ter um espaço especial para os seus “recebidos”.

Fonte: consumidormoderno.com.br

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E-commerce

Projeto de lei facilita expansão do comércio eletrônico no Brasil

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Nova lei agilizará vendas multicanais no país.

Foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação das Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 148/2019, de autoria do Deputado Federal Enrico Misasi (PV/SP), que busca desburocratizar as vendas multicanais no Brasil. 

O objetivo principal é permitir que o consumidor possa optar em receber as compras feitas pela Internet, em outros locais que não a sua casa, como por exemplo estabelecimentos comerciais próximos de casa ou do trabalho (supermercados, postos de gasolina, padarias, farmácias, etc).

O comércio multicanal consiste na integração entre os meios físico e eletrônico de vendas de mercadorias e prestação de serviço. O objetivo final da adoção de um modelo de negócio que integre as plataformas física e eletrônica é propiciar uma experiência de consumo otimizada, reduzindo-se o tempo de entrega, os custos com transporte e ofertando uma gama maior de opções ao consumidor. A integração de canais já é uma realidade em diversos países e se revela uma tendência para o varejo global, sendo este o momento ideal para sua adoção no Brasil como forma de estímulo econômico ao E-Commerce nacional.

As principais modalidades de vendas multicanal atualmente desenvolvidas em âmbito global são:

Pick up in store: o consumidor adquire a mercadoria pela internet e a retira em um estabelecimento físico do vendedor;

Ship from store: o consumidor adquire a mercadoria pela internet. Estabelecimento físico mais próximo atende o pedido e remete a mercadoria até o local indicado pelo consumidor;

Click & collect: o consumidor adquire a mercadoria pela internet. E-Commerce remete a mercadoria a um ponto de retirada (pick up point). Consumidor se dirige até o ponto de retirada e recebe a mercadoria, ocasião em que a operação de compra é aperfeiçoada;

Showroom: o cliente se dirige à loja física. No entanto, não havendo a mercadoria em estoque, realiza uma compra assistida, via web, mediante uso de aplicativo ou dispositivo móvel fornecido pela loja física;

Logística reversa: em um modelo multicanal, é possível ao consumidor adquirir a mercadoria em um determinado local (inclusive via web) e a devolver em outro estabelecimento (especialmente loja física ou pontos de coleta – pick up points).

Ocorre que a implementação dessas novas modalidades de venda ainda esbarra na atual legislação fiscal, principalmente no que se refere ao ICMS, que envolve mais de um Ente federado.

Desta forma, com o projeto PLP 148/2019, são trazidas alterações que harmonizam as normas internas com as referidas práticas do mercado, sem prejuízo de a questão ser devidamente sistematizada por meio do Sistema Nacional Integrado de Informações Econômico-Fiscais – SINIEF.

A principal sugestão é a previsão de não incidência do ICMS nas operações que transferem mercadorias do vendedor principal para os estabelecimentos credenciados de entrega do produto.

Preserva-se assim a exclusividade do vendedor como sujeito passivo da obrigação tributária, sendo merecedor inclusive do creditamento do ICMS em caso de devolução do bem pelo consumidor final.

Desse modo, a mercadoria se mantém fiscalmente no estabelecimento alienante, apesar de fisicamente circular para o estabelecimento credenciado. Considerar-se-á ocorrido o fato gerador do tributo no momento de saída do produto do estabelecimento credenciado, devendo o documento fiscal ser gerado pelo vendedor principal.

Clique no link para ler o inteiro teor do PLP 148/2019:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2206252

Fonte: Câmara dos Deputados, Brasília/DF

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Comércio eletrônico deve movimentar R$ 106 bilhões no Brasil em 2020

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Segundo estimativa da ABComm, e-commerce local deve crescer 18% neste ano, com tíquete médio de R$ 310,00 para compras.

O E-Commerce brasileiro deve gerar um volume financeiro de R$ 106 bilhões em 2020, segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), representando um crescimento de 18% sobre o ano anterior. Se concretizado, será a primeira vez que o E-Commerce nacional ultrapassará a casa dos 100 bilhões de reais.

Os marketplaces, as microempresas e as compras através de smartphones são os principais fatores que contribuirão para esse resultado, de acordo com a entidade. O tíquete médio segue na faixa de R$ 310,00 e é estimada uma movimentação de 342 milhões de pedidos, feitos por aproximadamente 68 milhões de consumidores, mais de 1/4 da população do país.

Aumento de empregos

A expansão do E-Commerce também se refletirá na geração de empregos. De acordo com Mauricio Salvador, presidente da ABComm, até o final do ano haverá cerca de 135 mil lojas virtuais ativas no Brasil, a maioria micro e pequenas empresas (PMEs), que abrirão muitas vagas nas áreas de marketing digital, logística e tecnologia. A previsão da ABComm é que 37% das transações serão feitas via smartphone e que os marketplaces responderão por 38% de todas as vendas.

Segundo Salvador, “com o câmbio favorável à exportação, há ainda oportunidades para que nossas lojas virtuais brasileiras vendam seus produtos para consumidores estrangeiros”. Outro fator que pode impactar ainda mais positivamente no setor, é a aprovação do Projeto de Lei Complementar 148/2019 (PLP), que trata da Multicanalidade e facilitará a vida dos consumidores, que poderão comprar pela Internet e retirar seus produtos em estabelecimentos comerciais próximos de casa. “Caso esse projeto seja aprovado no primeiro semestre, o crescimento no faturamento será ainda mais expressivo”, diz Salvador.

O PLP 148/2019 de autoria do Deputado Enrico Misasi (PV/SP) está em trâmite no Congresso e já foi aprovado pelas principais comissões, resta aguardar por sua votação.

Fonte: computerworld.com.br

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