Acompanhe nas Redes Sociais

Cidades

Petrópolis investe pesado para se tornar um pólo tecnológico

Publicado

on

Colaborou Helio Ferreira.

Alto da Serra – Petrópolis – RJ.

Um dos segmentos da economia que mais tem se destacado em Petrópolis nos últimos anos, o Parque Tecnológico da Região Serrana – SERRATEC, está se preparando para ter um 2020 ainda melhor do que o ano que passou. Na última segunda-feira (03/02), foi realizada a primeira reunião, desde quando o Serratec foi fundado como associação, para definir o planejamento estratégico para este ano. No encontro, as prioridades para este ano foram estabelecidas.

O presidente da entidade, Marcelo Carius, falou sobre as principais ações que estão sendo planejadas. Entre as iniciativas, estão ações ousadas, como uma nova expansão territorial do Serratec: um prédio será erguido em frente ao Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), na Avenida Getúlio Vargas, no Quitandinha, em região próxima ao atual prédio. O espaço, de 3 mil metros quadrados, vai abrigar empresas do setor, em uma demonstração de força da atividade econômica e demanda cada vez mais crescente.

– Estamos finalizando a renovação das licenças, após um longo processo. A nossa previsão é de iniciar as obras até o meio do ano. O novo espaço terá pelo menos mais 3 mil metros quadrados. O atual, na Rua Afrânio de Mello Franco (também no Quitandinha), tem aproximadamente 4 mil metros quadrados, após a última expansão. A demanda é crescente, uma vez que as empresas precisam investir cada vez mais em novas tecnologias para poder ter melhora nos resultados – afirmou Carius.

Os números do segmento, formado por empresas de diversos portes, impressionam: as três principais cidades da Região Serrana (Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo) contam com mais de 280 empresas, que empregam diretamente 3 mil pessoas e têm faturamento de cerca de R$ 700 milhões anuais. São firmas que oferecem serviços como produção de software, novas tecnologias, projetos de inovação, pesquisa e desenvolvimento.

Somente nos últimos três anos, mais de 100 novas empresas de tecnologia se instalaram em Petrópolis, atraídas pelos incentivos fiscais e outros benefícios oferecidos pela prefeitura da cidade serrana.

Também estão previstas outras medidas, como a expansão das atividades do Serratec em Nova Friburgo; a realização de um grande evento de tecnologia, unindo os principais atores do setor; e um calendário único para a região serrana, com um portal de negócios e infraestrutura para facilitar a vida das empresas da região. 

Formação profissional

Outro vetor bastante explorado em 2019, com bons resultados, continuará sendo uma das principais linhas de ação do Serratec: a formação profissional. O projeto de Residência de Software formou 66 profissionais, dos quais 70% foram contratados por empresas do polo de tecnologia. O modelo se inspira nas faculdades de medicina: os alunos têm imersão total nas empresas, unindo o conhecimento teórico à prática, solucionando os problemas que surgem diariamente e ganhando experiência durante a formação.

O saldo do ano passado foi muito positivo. Este ano, Teresópolis também vai entrar com a residência, e já com um número de inscritos alto, em torno de 1,4 mil pessoas. Isso mostra a necessidade da região e, por outro lado, que os empresários estão realizando os investimentos voltados para a formação profissional sem esperar o poder público e indo além do que as universidades oferecem – afirmou , destacando que, após a residência de software, os alunos, empregados, terão mais condições de investirem na formação por meio de cursos superiores.

Perspectiva é boa. Independência é o caminho

O presidente da associação que reúne as empresas do Parque Tecnológico da Região Serrana afirma que são boas as perspectivas para o segmento neste ano. Marcelo Carius considera que as empresas que passaram pela crise e aprimoraram seus métodos terão melhores chances e oportunidades de crescimento durante 2020. Na avaliação de Carius, ficam para trás empresas que apostaram na dependência de contratos com os governos e as suas respectivas estatais.

“As empresas que ficaram dependentes de governo vão continuar do jeito que estão. Hoje, o mercado funciona da seguinte forma: as empresas precisam criar soluções para atender as demandas de outras firmas, e não apenas viver de oportunidades no setor público. É claro que vão surgir oportunidades, contratos e licitações, mas esse não pode ser o objetivo” ele diz.

Carius destacou ainda uma questão importante nesta relação entre empresas e governos: a gestão federal mudou a relação de contratos no que se refere à área tecnológica. O modelo anterior era calcado em empresas gigantes contratadas; e estas, por sua vez, subcontratavam várias firmas, incluindo as do Parque Tecnológico. Hoje, as licitações estão muito mais pulverizadas, e a oportunidade de subcontratação não é no mesmo nível que acontecia anteriormente. 

Acompanhando esta tendência positiva, o Grupo Seven Ports planeja abrir uma loja conceito em Petrópolis até o início do ano 2021.

Fonte: sbt/Diário de Petrópolis

Colaborou: Helio Ferreira (Alto da Serra)

Continue lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

O Japão está subindo o tom contra a China de forma que não se via há muito tempo.

Publicado

on

O vice-primeiro ministro japonês, Tarō Asō, criticou a Organização Mundial de Saúde (OMS) e disse que Taiwan se recuperou rapidamente do vírus chinês porque não atende às demandas da Organização.

Em declaração aos parlamentares japoneses, o vice-primeiro ministro disse que a OMS deveria mudar seu nome para “Organização Chinesa de Saúde”.

Segundo ele, mesmo excluído do organismo de saúde global, Taiwan se tornou líder mundial no combate ao vírus chinês.

O Japão lidera uma petição pela renúncia do Tedros Adhanom, diretor da OMS. A petição já reuniu cerca de 500.000 assinaturas.

O político japonês ainda afirmou que se a OMS não tivesse insistido que a China não tinha epidemia de “pneumonia”, todos teriam tomado precauções.

Taiwan registrou apenas 252 infecções por coronavírus e apenas duas mortes em 26 de março, desde que a pandemia começou há quatro meses na China central.

Continue lendo

Cidades

Paquistão supera os 1.000 casos, mas mantém mesquitas abertas

Publicado

on

Mesmo com a propagação da covid-19 em seu território e em quarentena, o governo paquistanês ainda não tomou medidas para fechar os templos

Soldados patrulham ruas de Islamabad em meio à quarentena no Paquistão

Soldados patrulham ruas de Islamabad em meio à quarentena no Paquistão

O Paquistão mantém as mesquitas abertas apesar de ter ultrapassado os mil casos de infecção pelo novo coronavírus nesta quarta-feira (25) e mesmo com a imposição de medidas como a proibição de sair de casa.

“Mesquitas estão abertas em todo o país agora e as pessoas estão chegando”, disse Qibla Ayaz, presidente do Conselho Islâmico do Paquistão, instituição consultiva para as autoridades do país, onde 96% da população é muçulmana.

Porta-vozes das polícias das províncias de Punjab, com quase 100 milhões de habitantes, e Sindh, com cerca de 47 milhões, confirmaram à Agência Efe que a maioria dos templos religiosos ainda está aberta, já que nenhuma ordem foi dada para o fechamento, embora o fluxo de pessoas tenha diminuído.

Hoje o país bateu os mil casos de coronavírus, depois de realizar pouco mais de seis mil exames e confirmar sete mortes, segundo dados do governo.

Apesar da recusa em aplicar o confinamento nacional pelo primeiro-ministro Imran Khan, todas as províncias implementaram quarentenas em maior ou menor escala no início desta semana.

Além disso, o serviço de trens foi suspenso em todo o território, assim como o de vôos internacionais e nacionais, e também as fronteiras terrestres com China, Afeganistão, Índia e Irã, portas de entrada para o vírus no país.

Questão delicada

Ainda assim, o fechamento de mesquitas é uma questão delicada em um país profundamente religioso. E as autoridades religiosas estão procurando maneiras de impedir que os fiéis venham, sem que seja preciso anunciar um fechamento oficial.

“Não podemos usar o termo fechamento de mesquitas porque isso prejudicaria os sentimentos das pessoas. Diremos que elas ainda estão abertas e encontraremos maneiras de orar em casa”, explicou Ayaz.

O líder religioso indicou que amanhã começarão as reuniões dos principais clérigos do país com o presidente, Arif Alvi, para estudar a questão.

Centros de contágio

Templos e congregações já foram confirmados pelas autoridades locais como pontos de contágio. A cidade de Bhara Kahu, na capital, foi confinada nesta manhã, após localizar 13 clérigos que a visitaram após participar de evento religioso na cidade de Lahore que teve a participação de cerca de 250 mil pessoas.

Enquanto isso, os líderes islâmicos se recusam a fechar os templos religiosos.

“Mesmo quando há uma guerra e o inimigo está na sua frente, você não pode suspender orações. Não estamos nessa situação e podemos orar em mesquitas”, disse Ijaz Ashrafi, porta-voz do partido islâmico Tehreek-e-Labbaik Pakistan (TLP).

O islamita alertou que, se o fechamento das mesquitas for anunciado, eles poderão agir contra a decisão.

Muitos outros países de maioria muçulmana, incluindo a Arábia Saudita, suspenderam orações nas mesquitas para impedir a propagação do vírus.

Continue lendo

Cidades

Com 306 casos, Rússia é acusada de maquiar dados

Publicado

on

Os russos realizaram mais de 133.000 testes e não constataram morte por Covid-19; mas casos de pneumonia cresceram 5% em janeiro

O número de casos de pneumonia cresceram em 37% em Moscou no mês de janeiro em relação a 2019. Foram mais de 6.900 pessoas diagnosticadas – 23/02/2020 Evgenia Novozhenina/Reuters

O governo da Rússia  reportou 306 casos de contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) até o início desta semana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sob a sombra do passado soviético — notório por acobertar o desastre nuclear na usina de Chernobyl, em 1986 —, o governo do presidente Vladimir Putin é acusado pela oposição de maquiar os dados.

De acordo com o relatório mais recente da OMS, que contabiliza os casos relatados até o final de sábado 21, a Rússia reportou 306 enfermos e nenhum morto. Os índices são idênticos aos da vizinha Estônia, um país cerca de 110 vezes menor em termos de população. A Rússia tem 144 milhões de habitantes.

O jornal The New York Times aponta que o número de casos cresceu para 438 até esta segunda-feira, 23, e que a primeira morte foi registrada na quinta-feira 19, ou seja, antes da publicação do relatório da OMS. O governo russo alega que a morte foi causada por trombose, e não pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.

“O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse ‘teste, teste, teste’. A Rússia começou a testar desde o final de janeiro”, afirma a representante da OMS no país, Melita Vujnovic, à emissora americana CNN na quinta-feira 19 como uma das explicações para o sucesso dos russos em conter o avanço do vírus em seu território.CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

Os russos realizaram mais de 133.000 testes até sábado, de acordo com a emissora americana ABCNews. Apenas a China, Itália e Coreia do Sul, três dos países mais atingidos pela pandemia, teriam realizado mais testes. A Universidade de Oxford, do Reino Unido, estima que a Rússia apresente a segunda menor taxa em casos confirmados por teste, 0.21%, acima apenas dos Emirados Árabes Unidos.

Além disso, a Moscou anunciou o fechamento de sua fronteira terrestre com a China — que se estende por mais de 4.000 quilômetros (equivalente à distância entre Porto Alegre e Natal) — em 30 de janeiro, quando ainda não havia nenhum caso do novo coronavírus confirmado em solo russo.

Pneumonia

Médica associada ao ativista político Alexey Navalny, uma das principais figuras de oposição ao governo Putin, Anastasia Vasilyeva denuncia os dados apresentados pelas autoridades sobre a situação da epidemia no país como inverossímeis.

“É muito fácil manipular” os dados, diz Vasilyeva, denunciado a atitude das autoridades em registrar a primeira morte na Rússia de um paciente contaminado pelo novo coronavírus como decorrência de trombose. “Se houvesse um fardo oculto e não reconhecido em algum lugar, seria visto nesses relatórios”, se defende Vujnovic.CONTINUA APÓS PUBLICIDADE

De fato, o número de casos de pneumonia cresceu em 37% em Moscou no mês de janeiro em relação ao mesmo período em 2019, com base em dados do governo da Rússia. Foram mais de 6.900 pessoas diagnosticadas com pneumonia apenas na capital russa naquele mês. Em dimensão nacional, os casos de pneumonia cresceram 3%.

Continue lendo

Diversos

A vida começa da Última Milha - adm@7ports.com.br - comercial@7ports.com.br - ombudsman@7ports.com.br - Copyright © 2020 - sevenports.com.br